terça-feira, 5 de outubro de 2010

Star Ashes

"Em meio a dificuldade encontra-se a oportunidade" (Albert Einstein)


Vejo-me entre o fogo cruzado das flechas de um cupido que sobrevoa meu desespero e um centauro alado vindo dos campos Elísios gregos.Cercado e indefeso, desejando ser alvejado por todos lados. Sem me dar conta me esquivo por hábito e prática. Sendo hipócrita comigo mesmo.
Um cenário épico onde sou apenas um inocente diante da batalha. Um cadáver vivo diante das flechas. Branco como uma vela. Alvo.
Sou atingido em cima de um raro câncer que carrego em meu peito. A dor aguda como notas musicais de uma guitarra distorcida. Um tipo de dor que só os sado masoquistas conhecem. Algo que transcende a loucura e traz consigo o ímpeto de uma paixão passageira ou um êxtase momentâneo. E essa dor abre uma cicatriz já fechada. Escancarando uma nova ferida numa pele já fortalecida.
Uma pequena ninfa me inspira quando destrói estrelas, ao mais leve toque de seus dedos, enquanto crio buracos negros tocando num espaço sideral fictício. Uma mesa de cristal que reflete um infinito artificial e limitado. Um tempo indeterminado que só dura alguns momentos. Juntos, nós brincamos de desorganizar o universo.
Vejo-a destruir planetas, estrelas e meteoros sorrindo a cada explosão de luz. Como se brincasse com a criação através de toda sua inconseqüência. Sorriso impetuoso como ela.
Todos seus defeitos me soam como qualidade: Impetuosa; Impulsiva; Incontrolável; Impossível; Inconseqüente. Vez ou outra indiferente. Rara e perigosa, como um câncer no coração.
Maldito centauro grego que me atinge uma droga de Flecha envenenada. Embebida no veneno de um fugaz escorpião, veneno sem antídoto. Problema sem solução.
Então, simplesmente acordo.  E por mais que eu não possa escolher os meus sonhos, acordo arrependido por ter sonhado.



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